Uma pequena reflexão sobre o futuro do esporte.
A globalização é considerada um fenômeno capitalista que estimula o processo de integração econômica e cultural entre os diferentes povos e países do mundo.
A ideia da aldeia global, introduzida pelo pensador canadense Marshall McLuhan, desde a década de 60 do século passado, já antevia o que estava por vir nas décadas seguintes.
Podemos por distintas razões concordar ou discordar deste processo, mas a verdade é que ele vem provocando mudanças de toda espécie no seio da humanidade.
No esporte e particularmente no futebol a globalização também tem provocado seus efeitos.
Com as facilidades provocadas pela revolução tecnológica, os conhecimentos necessários à busca de altas performances estão progressivamente mais acessíveis a todos os profissionais que trabalham no futebol.
Hoje, com os fantásticos recursos dos meios de comunicação, podemos acompanhar em tempo real os jogos das mais destacadas equipes de futebol do mundo. Quase mais nada é estranho ou desconhecido, ao menos em termos técnicos.
Desta forma a diferença entre o primeiro e o segundo e até entre o primeiro e o último é cada vez menor. Os exemplos acontecem a toda hora para quem quer enxergar.
A questão a ser enfrentada, daqui para frente, talvez seja a necessidade de se compreender melhor a essência humana para além de suas dimensões puramente técnicas.
No esporte, acredito que num futuro próximo, poucas chances terão aqueles que só se preocupam com os seus aspectos técnicos. O sucesso será daqueles que começarem a entender um pouco mais sobre a complexidade humana.
Afinal o atleta é, sobretudo, um ser humano e social. Compreendê-lo significa encontrar novos caminhos para o seu desenvolvimento integral.
João Paulo S. Medina
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Concordo plenamente com você, Prof. Eriberto!
E a luta continua!
À propósito, conto com sua ajuda em Alagoas para engrossar o movimento que estamos articulando chamado “Copa 2014 – A Copa Cidadã” (sugiro a leitura de texto sobre o assunto no blog).
Abraços!
João Paulo S. Medina
Aceito suas considerações (risos). Minha intenção não é rotular ninguém, muito menos seu trabalho teórico e prático. Seu escritos, bem como os outros homenageados indicaram utopias, baseadas na revolução francesa e na revolução de outubro….Tendo consciência disso ou não!
como não acredito no fim da história (sic!) muito menos no fim das Metalinguagens e Paradigmas, continuo cultivando a melhor das utopias: a emancipação humana!…
….e não apenas uma parte dela, muito menos, algumas culturas, alguns povos, algumas fronteiras!
saudações alagoanas!
Eriberto Lessa
Olá Professor Eriberto!
Fiquei muito feliz com a homenagem do CBCE no XVI Conbrace (Salvador, Bahia) aos autores que na década de 80 contribuíram naquele período histórico de transição democrática para a reflexão crítica da Educação Física brasileira.
Tive a oportunidade de rever amigos e também a Janaína Terra, filha de um de meus melhores amigos, recentemente falecido, o Osvaldo, um exemplo raro de determinação e militância na luta contra injustiças de qualquer natureza.
Da mesma forma que o João Batista Freire não se considera um “construtivista” eu também (embora admire a obra e muitas das ideias de Marx) não me considero um “marxista”. O que procuro fazer, dentro de todas as minhas limitações, é contribuir na luta, junto a todos aqueles que honestamente acreditam que é possível superar este modelo hegemônico que domina o mundo, geralmente impedindo o crescimento verdadeiramente humano.
Acompanhei de perto junto com minha amiga da UFAL Profª Janaína Terra a homenagem que o Conbrace fez ao Lino, Kátia, Betti e a sua pessoa!
Pena que não temos tantos MEDINAS dentro do UNIVERSO DO FUTEBOL. Sempre acompanho seus textos e tenho interesse na discussão sobre o SER SOCIAL numa visão ONTOLÓGICA do mundo. E nosso velho amigo MARX já colocava sobre a REFLEXÃO DA GLOBALIZAÇÃO isso já no MANIFESTO. Certa vez o Jocimar me falou que o Joãozinho Freire não se considerava CONSTRUTIVISTA! Apesar de Jocimar reafirmar em seu livro essa designação! Quando me perguntam em minhas aulas e oficinas que faço aqui na UFAL sobre Futebol, sobre O MEDINA eu respondo: é a grande referência de nosso futebol no pensar prático e teórico e enfatizo que ele é junto com a Celi e o Lino, a possibilidade Marxista de entender o nosso futebol no MUNDO REAL.
Eriberto Lessa, Profº UFAL – Educação Física- Maceió-Alagoas.
Caro Medina: palavras sábias e valiosas. O duro é ter de aguentar “profissionais” que caem de paraquedas no futebol e se acham os donos da verdade. Estou cada vez mais saturado dessa miopia burra que assola os nossos clubes.
Caro Afif: O desenvolvimento da humanidade tem demonstrado que não há verdade absoluta (talvez esta seja a única verdade absoluta, não é mesmo? – rs.). Portanto, nem os “donos da verdade” são de fato donos dela, nem nós também com as nossas verdades. Por isso que gosto muito do conceito que diz que a própria ciência (grande paradigma da verdade), em um sentido mais crítico, é nada mais que um conjunto de conhecimentos que representa a síntese provisória e possível do saber em uma determinada época.
Assim sendo parece que não nos resta outra alternativa senão termos “paciência histórica” para entender o mundo como ele é, e dentro de nossas limitações procurarmos colaborar da melhor forma possível para a sua transformação. Ou será que há um jeito melhor?
Abraços!
Medina