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	<title>Blog do Medina</title>
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		<title>Blog do Medina</title>
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		<title>Evolução do Futebol Brasileiro</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 18:10:25 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_971" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2012/01/santos-0-x-barc3a7a-4-17-18dez20111.jpg"><img src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2012/01/santos-0-x-barc3a7a-4-17-18dez20111.jpg?w=468&#038;h=404" alt="Santos 0 x Barcelona 4" title="Santos 0 x Barça 4   (17) 18dez2011" width="468" height="404" class="size-full wp-image-971" /></a><p class="wp-caption-text">Santos 0 x Barcelona 4 - Um marco para o futebol brasileiro</p></div>Elementos para uma Reflexão Política</p>
<p>Via de regra, um jogo de futebol é apenas um jogo de futebol, com mais ou menos importância. Mas o dia 18 de dezembro de 2011 poderia ser considerado um marco, um divisor de águas para o futebol brasileiro. A derrota da equipe do Santos – considerada por muitos, a melhor do Brasil – para  o Barcelona por 4 a zero, pela final da Copa do Mundo de Clubes, foi uma aula de futebol, como afirmou de forma madura o talentoso e promissor jogador santista Neymar. Contudo, mais do que uma aula, bem que este jogo poderia ser também um ponto de partida para uma verdadeira mudança de paradigma da ainda tradicional e arcaica estrutura do futebol brasileiro.</p>
<p>Costuma-se dizer que o futebol imita a vida, como também se afirma que o vigor da economia de um país define sua saúde em todos os outros aspectos. Há tempos que comemoramos vários e importantes progressos em nossa economia, com reflexos sociais mais diretos na ascensão de milhões de brasileiros que estão saindo da miséria ou da linha da pobreza para níveis de vida mais dignos.</p>
<p>Tais conquistas, entretanto, não podem esconder o enorme atraso que ainda temos em muitos indicadores sociais, culturais, educacionais, bem como esportivos. Ou seja, não podemos nos enganar, pois ainda somos um a país pobre em muitos aspectos. E para comprovar isso, basta atentarmos para o nosso nível de educação, onde somente 10% da população economicamente ativa possui um diploma universitário. Isto é muito mais baixo do que se pode encontrar, por exemplo, em países como Rússia, Índia e China, que como o Brasil são considerados emergentes. E isto sem contar os números de nosso analfabetismo funcional, cujos dados são muito imprecisos, mas que devem chegar próximo à casa dos 50% de nossa população total.  O que é trágico e vergonhoso, para dizer o mínimo.</p>
<p>Mas vamos, nesta breve reflexão crítica, apenas tentar entender o cenário em que se assenta o nosso atraso futebolístico atual. E não gostaria que o leitor entendesse minhas considerações como de alguém com visão pessimista que não valoriza o que é nosso e não quer enxergar nosso progresso. Não significa também que tenhamos que reassumir, diante de nações mais desenvolvidas, nosso histórico complexo de “vira-lata”. Não se trata disso, mas sim de entender que, apesar de nossas virtudes e enorme potencial, se não fizermos um correto diagnóstico de nossas mazelas, jamais nos instrumentalizaremos no sentido de superá-las de forma consistente e sustentável. </p>
<p>Nossas lentas, porém, evidentes conquistas democráticas têm nos permitido denunciar, contestar e debater criticamente sobre nossos problemas sociais, talvez, como nunca tenhamos conseguido em nossa história enquanto país institucionalizado.  Portanto, estamos em um momento adequado para questionarmos alguns dos nossos pressupostos que nos fizeram ser o que somos. E isto vale para o país, como também para o nosso futebol pentacampeão mundial.</p>
<p>Não acredito mais que possamos recuperar todo o nosso atraso nos próximos dois, três ou quatro anos, até que cheguem a Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016) a serem realizados no Brasil. Mas é preciso começar de verdade. E o começo começa com consciência. Em se tratando de futebol, enquanto continuarmos em dúvida se ainda somos ou não os melhores do mundo, estaremos perdendo tempo.</p>
<p>E uma das primeiras evidências que temos que enxergar é que nada muda do dia para a noite. Principalmente se estivermos falando de evolução social, cultural e esportiva. Não podemos resumir o desenvolvimento de um país apenas com construção de aeroportos, rodovias, ferrovias e belos estádios de futebol. Isto representa apenas uma parte, pequena – diga-se de passagem – de nosso crescimento. O principal é entender que temos condições objetivas de mudanças e isto nos permitirá tomar consciência de que para termos uma nação forte é preciso muito mais do que simplesmente algumas melhorias em nossa infraestrutura. </p>
<p>Mas para ficarmos apenas no terreno esportivo, cabem aqui algumas questões que teremos que resolver nos próximos anos, se é que ainda temos pretensões de estar entre os grandes do futebol mundial.</p>
<p>Um dos principais aspectos que tem atrapalhado muito nosso progresso nesta área é a visão empírica e superficial que ainda prevalece no futebol. Se ela foi suficiente para nossas conquistas anteriores e para sermos o que somos hoje, fica cada vez mais evidente que sem investimentos na capacitação profissional e uma política mais clara, que defina metas de médio e longo prazos para o futebol brasileiro dentro de uma visão mais sistêmica e integrada dos fenômenos que compõem este esporte, seremos dentro de algum tempo apenas coadjuvantes dos grandes espetáculos globalizados que se está transformando o altamente competitivo futebol profissional. Ou não foi este o papel desempenhado pelo Brasil, representado pelo Santos, na partida com o Barcelona?</p>
<p>Para evitarmos que isso se torne rotina é preciso que comecemos a responder algumas perguntas, urgentemente: </p>
<p>• Quando os nossos dirigentes vão se profissionalizar ou pelo menos se atualizar para darem conta das demandas do futebol globalizado deste século XXI, deixando de olhar apenas para o seu entorno mais próximo e cuidando apenas de seus interesses particulares? </p>
<p>• Quando os órgãos de comunicação vão entender o seu papel estratégico nestas mudanças e os jornalistas esportivos se prepararem melhor antes de formularem suas críticas e elogios, muitas vezes estéreis e descontextualizados?</p>
<p>• E os treinadores? Será que vão perceber que, dentro deste novo cenário, não basta mais ter sido jogador de futebol ou mesmo ter frequentado uma Escola de Educação Física para ser um treinador bem sucedido?  Quando vão entender que esta função, hoje em dia, além de certas características de personalidade, exige profundos conhecimentos sobre liderança de grupos, tática e estratégia de jogo, metodologia científica de treinamento, cultura geral, “media training” entre outros requisitos?</p>
<p>• Quando os clubes, através de seus dirigentes, serão capazes de estabelecer uma política clara para seus departamentos de futebol, não só no terreno da gestão, como também no terreno técnico (sim, o dirigente tem que entender o suficiente deste aspecto para poder contratar e acompanhar seus treinadores e funcionários dentro do perfil desejado pela política estabelecida).</p>
<p>• E a formação de nossos jovens atletas? Será que vamos finalmente compreender que é preciso superar urgentemente a visão tecnicista que ainda predomina nas categorias de base e nas escolas de futebol espalhadas pelo Brasil, para adotarmos uma abordagem interdisciplinar formando o atleta integralmente e preparando-os para a vida profissional, pessoal e social? </p>
<p>• E quando as instituições que dirigem o nosso futebol (CBF, Federações, Sindicatos, Associações) serão pressionadas o suficiente para entenderem que seus interesses particulares não podem conflitar com os interesses do desenvolvimento do futebol brasileiro? E o governo, através do Ministério do Esporte, será que não poderia ajudar na formulação de uma política esportiva mais atuante para o país?</p>
<p>Enfim, estes são alguns dos questionamentos que precisam entrar na pauta de todos aqueles que desejam e torcem por um futebol melhor, mesmo que estas providências cheguem tarde demais para podermos disputar de igual para igual a próxima Copa do Mundo. </p>
<p><em>João Paulo S. Medina<br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/966/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/966/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=966&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>II Seminário de Futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 12:13:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Construindo os Alicerces da Formação nas Categorias de Base O Grêmio, importante clube do futebol brasileiro – com o apoio da Escola Superior de Educação Física (ESEF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – realizou entre os dias 25 e 27 de agosto de 2011 no Estádio Olímpico de Porto Alegre, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=941&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>Construindo os Alicerces da Formação nas Categorias de Base</strong></p>
<div id="attachment_942" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/ii-seminc3a1rio-grc3aamio-25-a-27ago11.jpg"><img class="size-full wp-image-942" title="II  SEMINÁRIO GRÊMIO  25 A 27AGO11" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/ii-seminc3a1rio-grc3aamio-25-a-27ago11.jpg?w=468&#038;h=312" alt="" width="468" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">Thiago Corrêa e Marcelo Koslowsky (centro) coordenaram as atividades do II Seminário de Futebol</p></div>
<p>O Grêmio, importante clube do futebol brasileiro – com o apoio da Escola Superior de Educação Física (ESEF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – realizou entre os dias 25 e 27 de agosto de 2011 no Estádio Olímpico de Porto Alegre, a segunda edição do seu <strong>Seminário de Futebol. </strong> <strong>“Construindo os Alicerces da Formação nas Categorias de Base” </strong>foi o tema que serviu de pano de fundo para as apresentações teóricas e práticas, debates e questionamentos.</p>
<p>As 200 vagas oferecidas foram totalmente preenchidas por um público participativo, formado por treinadores, professores e estudantes de educação física, jornalistas, entre outros profissionais, todos interessados em atualizar e aprofundar seus conhecimentos nos diferentes aspectos abordados relacionados ao desenvolvimento do futebol de base.</p>
<p>Cinco profissionais foram convidados para apresentar conteúdos relacionados ao tema central, porém sobre diferentes perspectivas.</p>
<p><strong>Jordi Melero Busquets</strong>, ex-jogador do F. C. Barcelona e atual Gerente de Prospecção da Secretaria Técnica de Futebol deu uma mostra do por quê este clube catalão é hoje considerado uma referência mundial.</p>
<p>Entre os muitos aspectos abordados sobre o trabalho realizado nas categorias de base Jordi destacou o <strong>perfil de atleta</strong> que o Barcelona cultiva, procurando-se sedimentar uma mesma “linguagem” futebolística entre suas equipes profissionais (principal e B) e suas equipes formativas. O clube procura através de sua filosofia de jogo selecionar e desenvolver atletas que não precisam ser necessária e simplesmente altos e fortes, mas que se exige fundamentalmente boa técnica individual, com destaque para o fundamento do passe, inteligência e pensamento rápido, velocidade de bola e dinamismo em campo para todas as posições, sentido coletivo de marcação (incluindo-se os atacantes); além de requisitos comportamentais, onde ser discreto deve ser uma das suas características.</p>
<p><strong>Antoni Lima Sola (Toni)</strong>, também ex-jogador do Barça (antigo companheiro de quarto do treinador Guardiola nos tempos que jogavam na base) e que atualmente é responsável pela prospecção de atletas da Internacional de Milão, discorreu sobre algumas diretrizes aplicadas na formação de atletas, destacando peculiaridades da antiga <strong>La Macia</strong>, residencial que serviu de alojamento para inúmeros craques formados pelo Barcelona e da moderníssima estrutura de trabalho que o clube inaugurou recentemente.</p>
<p><strong>Nuno Amieiro</strong>, ex-treinador adjunto do F.C. do Porto e especialista de Alto Rendimento da Universidade do Porto, apresentou ideias e propostas práticas sobre a ainda polêmica metodologia, sistematizada pelo português Prof. Dr. Victor Frade, e conhecida como <strong>Periodização Tática</strong>.</p>
<p>Citando Victor Frade, o Prof. Nuno lembrou que <em>“o tático não é físico, não é técnico, não é psicológico, mas precisa deles para se manifestar”</em>. A Periodização Tática tem como referência o <strong>modelo de jogo</strong> que se pretende desenvolver para determinada equipe. A abordagem essencial desta proposta metodológica – e uma das questões que mais causa polêmica – é a negação de treinamentos físicos e técnicos realizados de forma isolada ou dissociados das situações de jogo em si. A ideia básica é que todas as capacidades necessárias ao jogador de futebol podem ser adquiridas através de treinamentos que simulem de diferentes maneiras as situações concretas de jogo.</p>
<p>Coube a mim discorrer sobre os <strong>desafios da capacitação profissional no futebol</strong> nestes dias em que os fenômenos da globalização tendem a alterar drasticamente as relações entre as pessoas, com reflexos também sobre as nossas relações sociais e de trabalho. Por outro lado, nos próximos anos haverá cada vez menos espaço para aqueles que insistirem em enxergar o atleta apenas pelas suas dimensões biológicas ou técnicas, sem procurar entender melhor o ser humano em sua totalidade ou complexidade.</p>
<div id="attachment_943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/metodologia-do-futebol-brasileiro.jpg"><img class="size-full wp-image-943" title="Metodologia do Futebol Brasileiro" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/metodologia-do-futebol-brasileiro.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">O Seminário propôs quebra de paradigmas no futebol em vários aspectos</p></div>
<p>Finalmente <strong>Alberto Monteiro</strong>, destacado professor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em Educação Física pela Universidade do Minho (Braga-Portugal), brindou a todos os presentes falando sobre <strong>“A excelência no desempenho desportivo: uma proposta baseada em valores”</strong>.</p>
<p>Valores como coragem, confiança, honra, vigor, disciplina, perseverança e determinação são fundamentais para a superação no esporte. Porém uma superação que não seja focada no oponente, mas em si mesmo. Enfim, mais importante do que vencer o adversário é que a cada dia sejamos melhores do que fomos ontem.</p>
<div id="attachment_944" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/considerac3a7c3b5es-finais.jpg"><img class="size-full wp-image-944" title="Considerações Finais" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/considerac3a7c3b5es-finais.jpg?w=468&#038;h=349" alt="" width="468" height="349" /></a><p class="wp-caption-text">O Prof. Alberto Monteiro mostrou a importância dos valores para o alto rendimento</p></div>
<p align="right">João Paulo S. Medina</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/941/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/941/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=941&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Relação entre Neurociência e Futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 13:14:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O neurocientista Miguel Nicolelis faz palestra no Museu do Futebol É inegável a importância da ciência para o desenvolvimento do esporte de forma geral. Porém paradoxalmente não podemos dizer que o conhecimento científico tenha ainda, em pleno século 21, livre trânsito nos clubes de futebol. Se por um lado, podemos constatar que certos saberes em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=935&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">O neurocientista Miguel Nicolelis faz palestra no Museu do Futebol</p>
<div id="attachment_936" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/miguel-nicolelis-20ago11.jpg"><img class="size-full wp-image-936" title="Miguel Nicolelis 20ago11" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/miguel-nicolelis-20ago11.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">O Dr. Miguel Nicolelis fala sobre a genialidade de Pelé no Museu do Futebol</p></div>
<p align="center">
<p>É inegável a importância da ciência para o desenvolvimento do esporte de forma geral. Porém paradoxalmente não podemos dizer que o conhecimento científico tenha ainda, em pleno século 21, livre trânsito nos clubes de futebol. Se por um lado, podemos constatar que certos saberes em áreas como a fisiologia do esforço, biomecânica, estatística, estejam presentes no dia-a-dia das comissões técnicas, há outros que ainda não fazem parte das preocupações dos profissionais que trabalham na formação e desenvolvimento dos atletas. É o caso de conhecimentos sobre neurociência aplicada, por exemplo.</p>
<p>No dia 20 de agosto esteve no Museu do Futebol em São Paulo, para a realização de uma palestra, o Dr. Miguel Ângelo Laporta Nicolelis (1961- ), pesquisador da Universidade de Duke (EUA), fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN) e considerado como um dos mais destacados cientistas no início deste século, pela revista Scientific American. O tema escolhido por Miguel Nicolelis, que é um palmeirense fanático, foi <em>“Como o Cérebro Incorpora a Bola”</em> e que tratou da relação entre a neurociência e o futebol, além de noções sobre seu inovador trabalho de pesquisa.</p>
<p>Durante 60 minutos, misturando seu profundo conhecimento científico com uma incontida paixão pelo futebol, desenvolveu ideias originais sobre a relação metafórica entre o cérebro humano e o universo, a realidade como um grande delírio, tempestade e sinfonia elétrica cerebrais, reflexo e modelo neurais, entre outros assuntos relacionados à neurociência.</p>
<p>No que se refere ao futebol o destaque ficou por conta de considerações a respeito da genialidade de grandes futebolistas e em especial de Pelé e sua impressionante capacidade perceptiva. Em essência procurou trazer alguns elementos que possibilitam ampliar-se a percepção dos jogadores de futebol em suas ações motoras básicas.</p>
<p>O assunto é ainda muito polêmico, mas ao mesmo tempo instigante. E se não puder trazer luzes, muito provavelmente trará pistas interessantes para os profissionais que estudam e procuram desenvolver a metodologia do treinamento no futebol de forma cientifica e séria.</p>
<p>Para os interessados nestas questões ligadas à neurociência sugerimos a leitura do livro de Miguel Nicolelis “Muito Além do Nosso Eu”, Editora Companhia Das Letras.</p>
<div id="attachment_937" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/livro-de-miguel-nicolelis.jpg"><img class="size-full wp-image-937" title="Livro de Miguel Nicolelis" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/08/livro-de-miguel-nicolelis.jpg?w=468&#038;h=468" alt="" width="468" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">Muito Além do Nosso Eu de Miguel Nicolelis, Companhia Das Letras</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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			<media:title type="html">Miguel Nicolelis 20ago11</media:title>
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			<media:title type="html">Livro de Miguel Nicolelis</media:title>
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		<title>O que é Educação Física?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 23:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
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		<description><![CDATA[A Educação Física no século XXI: ainda em busca de sua(s) identidade(s) ”&#8230; velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB (Produto Interno Bruto) a FIB (Felicidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=928&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_930" class="wp-caption aligncenter" style="width: 265px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/05/capa-do-livro1.jpg"><img class="size-full wp-image-930" title="A Educação Física cuida do corpo... e &quot;mente&quot; - 25a. edição" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/05/capa-do-livro1.jpg?w=468" alt="Edição revista e ampliada"   /></a><p class="wp-caption-text">25a. edição do livro A Educação Física cuida do corpo... e &quot;mente&quot;</p></div>
<p><strong>A Educação Física no século XXI: ainda em busca de sua(s) identidade(s)</strong></p>
<p align="right"><em>”&#8230; velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB (Produto Interno Bruto) a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária.”<br />
</em> (Frei Betto)</p>
<p>O livro <strong>A Educação Física cuida do corpo&#8230; e “<em>mente</em>”</strong> foi concebido e escrito entre 1981 e 1982 e sua primeira edição publicada no início de 1983. Ele fazia parte da <strong><em>Coleção Krisis – O Pensamento Social em uma época de crise</em></strong>, dirigida e coordenada pelos ilustres professores <em>João Francisco Regis de Morais</em> e <em>Carlos Rodrigues Brandão</em>. Naquela época, lembro-me que muito me honrou, ainda bastante jovem, ver este singelo ensaio no meio de obras de diferentes áreas do conhecimento que tratavam de “questões sociais em uma época de crise” e de autoria de verdadeiros “craques da escrita”.  Além do orgulho de estar no meio deste time, confesso que fiquei também surpreso, alguns meses depois do seu lançamento, quando informado pela Editora Papirus, através do seu saudoso e brilhante editor Milton Cornacchia, de que a primeira edição havia se esgotado. A surpresa continuou nos anos seguintes em face de seguidas reedições e reimpressões.</p>
<p>Hoje, passados quase três décadas, quando redigia o prefácio para a 25ª. edição, revista e ampliada, senti um misto de orgulho e de decepção. O orgulho evidentemente por conta do meu trabalho continuar, ao longo de tantos anos, sendo lido e recomendado não só por professores de Educação Física, como também por alunos que procuram embasar sua formação profissional através de uma visão crítica, humana e social de sua prática. Já a decepção se deve a constatação de que muitas das observações, críticas e denúncias feitas naquela época ainda se mostram bastante (eu diria demasiadamente) pertinentes. Questões suscitadas pela falta de qualidade do ensino (da educação como um todo), pelo reducionismo biológico de influência cartesiana e positivista, pela despolitização das práticas físicas e esportivas entre outras levantadas na época continuam vivas.</p>
<p><strong>A Educação Física cuida do corpo&#8230; e “<em>mente</em>”</strong> teve &#8211; e penso que ainda tem &#8211; o mérito de propiciar ao leitor interessado na área, uma reflexão crítica sobre a sua prática. É bem verdade que hoje uma leitura criteriosa desta obra deve considerar o contexto histórico, sociocultural e político que o Brasil vivia no começo dos anos 1980, ainda sob influência do golpe militar instaurado em 1964 e as enormes limitações que se impunha a tudo que era dito e escrito publicamente à época em nosso país<a title="" href="#_ftn1"><strong><strong>[1]</strong></strong></a>.</p>
<p>De qualquer forma o ensaio contribuiu naquele momento como ferramenta de luta principalmente contra o autoritarismo, o individualismo de natureza burguesa e a suposta neutralidade científica e política que envolvia a Educação Física no Brasil. Contribui também para desencadear uma <strong>crise</strong><a title="" href="#_ftn2"><strong><strong>[2]</strong></strong></a> em vários sentidos no próprio ceio da Educação Física brasileira. Questionamentos sociológicos, antropológicos e filosóficos não podem mais ficar fora do debate em torno da teoria e prática (práxis) desta área profissional e do conhecimento. Afinal, são elementos indispensáveis para que a Educação Física continue buscando a sua identidade (ou seriam identidades?).</p>
<p>Quando discuti com a minha editora a proposta de uma reedição revista/atualizada e ampliada desta obra me vi diante de um dilema: valeria a pena mexer em ideias e conceitos que refletiam um momento (o meu, inclusive) histórico de uma época difícil de nossas instituições e de nossa sociedade? Reli atentamente o ensaio e, afora alguns ajustes e correções que permitem mais clareza ao texto, resolvi mantê-lo intacto! Mudá-lo ou alterar qualquer ideia ou conceito significaria mutilá-lo, ou na melhor das hipóteses escrever um novo livro.</p>
<p>A novidade ficou por conta do acréscimo em forma de anexos de 3 curtos, porém consistentes e instigantes ensaios que serviram para atualizar o debate em torno das questões que afetam a Educação Física nos tempos atuais. São três abordagens distintas que, como diria o meu amigo e pensador Vitor Marinho de Oliveira, trazem no seu bojo concepções de consenso e concepções de conflito.</p>
<p>Àqueles que se interessam pelo assunto e mesmo àqueles que já leram alguma edição anterior, vão encontrar nesta versão visões atualizadas da Educação Física, através destes 3 novos ensaios. O primeiro deles escrito pelo <strong>Valter Bracht, </strong>reconhecido pesquisador e pensador da EF que generosamente concordou em publicar o ensaio ao qual chamou de <strong>A Educação Física brasileira e a crise da década de 80: entre a solidez e a liquidez</strong>, contendo estimulantes e controversas questões de nosso tempo. O segundo desenvolvido pelo <strong>Marcelo Hungaro</strong>, professor crítico, engajado e estudioso das lutas sociais e que faz uma <strong>análise da Educação Física numa perspectiva marxista</strong>. E finalmente o prof. <strong>Rogério dos Anjos, </strong>introduzindo as ideias, no meu modo de ver ainda pouco discutidas criticamente entre nós, do brilhante Prof. Dr. Manuel Sérgio, em torno da chamada <strong>Ciência da Motricidade Humana</strong>.</p>
<p>Enfim a nova edição e versão de <strong>A Educação Física cuida do corpo&#8230; e “<em>mente</em>”</strong> se propõe a oferecer mais munição para o debate em torno das questões desta área do conhecimento de forma <em>radical, rigorosa e de conjunto</em> que é em última instância o papel da reflexão verdadeiramente crítica. Reflexões que inspiradas na experiência e na prática podem retornar a elas no sentido de transformá-las.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A mensagem do livro “A Educação Física cuida do corpo&#8230; e ‘<em>mente’ </em>”</strong></p>
<p align="right"><em>No início da década de 1980, quando este ensaio crítico foi escrito, era moderno dizer que a educação física não cuidava só do corpo, mas também da mente. A ideia foi desenvolver argumentos que demonstrassem que esta área do conhecimento humano só teria um sentido verdadeiramente transformador se incorporasse às suas dimensões corporais e mentais ou psicológicas, a dimensão social. Nesta direção é que escrevi <strong>A Educação Física cuida do corpo&#8230; e “mente”.</strong><br />
</em> (João Paulo S. Medina)</p>
<p>Que educação física é essa que cuida do corpo e <em>&#8220;mente&#8221;</em>?</p>
<p>Há décadas se discute sobre o papel da Educação Física (EF) e seus conceitos. Entretanto, há ainda uma dificuldade em explicar o que realmente significa esta área do conhecimento humano, pois nem ela própria tem se justificado. Afinal, quando falamos em EF pensamos logo em corpos sarados, suados e dispostos somente a malhar, numa dimensão individualista e alienada. Embora haja núcleos de exceção, isto ainda tem acontecido com muita frequência. O número de jovens que tem buscado este curso é ascendente e é ainda grande a porcentagem dos que se inspiram na ideia do <em>“corpo perfeito”,</em> ao invés de buscar uma compreensão mais crítica e histórica deste corpo. Não são poucos os que ao depararem com a função social e o sentido verdadeiramente transformador da EF se frustram, se limitam ou até resistem a aceitar este papel.</p>
<p>O fato é que em pleno século XXI permanece a crise de identidade da EF. A crise reivindicada e instalada a partir do momento em que foram questionados seus pressupostos, particularmente na década de 1980, ainda não foi suficiente para identificar a área dentro do peso ou valor que deveria ter na construção de uma sociedade mais justa, democrática e participativa.</p>
<p>A escola, onde os professores alienados se excluem e se calam diante das reuniões decisivas por não saberem opinar e fazer inter-relações com os demais professores, é um dos exemplos que demonstram a tese do atual estágio em que se encontra a EF. Os próprios professores, em grande parcela, não conseguem identificar o verdadeiro significado da EF. São manipulados e manipuladores, prendendo-se às velhas questões fragmentadas e, portanto descontextualizadas do movimento de construção da cidadania.</p>
<p>Mas afinal, onde está a tal crise?  Quem será o mediador ou a mediadora, capaz de trazer juntamente com a crise, os elementos para a verdadeira transformação social. Existe realmente esta hipótese? Ou será ela uma utopia?</p>
<p>Velhas questões exigem novas respostas. É preciso adentrar neste campo tão especial e desvendar os mistérios e caminhos a percorrer para que possamos alcançar uma EF que seja também instrumento de luta e que busque incessantemente esta transformação do ser humano, comprometida com o aspectos bio-psico-socioculturais. A EF não pode continuar conhecida apenas como produtora de pessoas saradas, incapazes de pensar, e nem tão pouco por uma concepção fragmentada e fragmentadora, mas que seja reconhecida pelo seu valor em desenvolver o ser humano em sua totalidade. É preciso, sobretudo, reconhecer que o homem é um ser incompleto, carente, carregado de mistérios e contradições e a partir daí buscar a transcendência não só em termos individuais como também coletivos.</p>
<p>Somente nesta perspectiva é que a EF pode exercer sua influência com o objetivo de estimular o processo de transformação de uma sociedade que <em>temos</em> para uma sociedade que <em>queremos</em>. E é também neste sentido que o profissional de EF pode tornar suas ações, dentro dos diferentes processos pedagógicos, verdadeiramente transformadoras.</p>
<p><strong>Para entender os conceitos básicos expressos no ensaio </strong></p>
<p><strong>Consciência</strong> – estado pelo qual o corpo percebe a própria existência e tudo o mais que existe.  Neste sentido a consciência está <em>gravada</em> no corpo.</p>
<p><strong>Educação</strong> – passa pela decodificação dos signos sociais impressos no nosso corpo.</p>
<p>Níveis de consciência, segundo <em>Paulo Freire:</em></p>
<p>a) Intransitiva</p>
<p>b) Transitiva Ingênua</p>
<p>c) Transitiva Crítica</p>
<p><strong>Consciência Intransitiva</strong></p>
<p>É a que caracteriza os indivíduos incapazes de percepções além das que lhes são biologicamente vitais.  Vivem praticamente sintonizados no atendimento de suas necessidades de sobrevivência.  O conhecimento da realidade é reduzido às necessidades biológicas vitais.</p>
<p>O portador deste nível de consciência pode ser considerado como um <em>“ser no mundo”</em> plenamente <em>“possuído pelo mundo</em>”.</p>
<p><strong>Consciência Ingênua</strong></p>
<p>Os portadores desta modalidade de consciência são capazes de ultrapassar os seus limites vegetativos ou biológicos. Restringem-se, entretanto, às interpretações simplistas dos problemas que os afligem.  Suas argumentações são inconsistentes. Acreditam em tudo que ouvem, leem ou veem, muitas vezes tendendo ao fanatismo.</p>
<p>São também <em>“dominados pelo mundo”</em>.  Não conseguem explicar a realidade.  Seguem prescrições que não entendem.</p>
<p><strong>Consciência Crítica</strong></p>
<p>É característica dos indivíduos capazes de transcender amplamente a superficialidade dos fenômenos. Procuram buscar as causas destes fenômenos.  Eliminam as influências dos preconceitos.  Percebem claramente os fatos que os condicionam em suas relações existenciais, tornando capazes de transformá-los.</p>
<p>O portador deste nível de consciência pode ser considerado um <em>“ser no mundo”</em> e um agente de transformações.</p>
<p><strong>A Educação Física segundo os níveis de consciência</strong></p>
<p><strong>1)      </strong><strong>Educação Física Convencional</strong></p>
<p>Concepção apoiada na visão de senso comum.</p>
<p>Visão dualista ou pluralista: corpo x mente x alma.</p>
<p>EF como uma “educação do físico”.</p>
<p>Os aspectos biológicos ou anátomo-fisiológicos predominam.</p>
<p>Preocupação com os aspectos físicos da saúde ou do rendimento motor.</p>
<p>Conceito de Educação Física para esta concepção: “conjunto de conhecimentos e atividades específicas que visam o aprimoramento físico das pessoas”.</p>
<p>Os aspectos psicológicos e sociais aqui ocupam um papel periférico, secundário ou mesmo irrelevante. Há ainda os que argumentam que esses aspectos intelectuais, morais, espirituais e sociais devam ficar a cargo de outras instâncias da educação.</p>
<p>Os profissionais adeptos desta concepção (e portadores do nível de consciência intransitiva) não são capazes de percepções além das que lhes são biologicamente vitais. Esses profissionais são totalmente envolvidos pelos seus contextos existenciais ou pelo meio em que vivem. São objetos e não sujeitos de sua própria história.</p>
<p><strong>2)      </strong><strong>Educação Física Modernizadora</strong></p>
<p>Significado mais ampliado em relação à Educação Física Convencional.</p>
<p>Mantém a visão dualista / pluralista: corpo x mente x alma.</p>
<p>Evolui da <em>“educação do físico” </em>para a<em> “educação através do físico”.</em></p>
<p>Aspectos biológicos ou anátomo-fisiológicos são acrescidos dos aspectos psicológicos, emocionais e às vezes espirituais.</p>
<p>Entretanto, vê a educação muito numa perspectiva individualista.</p>
<p>Para esta concepção a ginástica, o esporte, os jogos, a dança são meios de educação.</p>
<p>No aspecto social, entende que os indivíduos devam moldar-se às funções e exigências que a sociedade lhes impõe.</p>
<p>Conceito de Educação Física para esta concepção: “EF é a disciplina que através do movimento, cuida do corpo e da mente. Ou a área do conhecimento humano que fundamentada pela interseção de diversas ciências e por meio de movimentos específicos, visa desenvolver o rendimento motor e a saúde<sup> (*)</sup> dos indivíduos”.</p>
<p>Apesar de certa evolução em relação à concepção convencional, não se pode dizer que os adeptos desta concepção sejam donos do seu próprio processo histórico. Na verdade, como na outra, por possuírem uma consciência ingênua, são de certa forma dominados pelo mundo.</p>
<p><sup>(*)</sup> <strong><em>Saúde</em></strong><em> aqui tem um sentido restrito, ou seja, circunscrito às suas dimensões biológicas e psicológicas.</em></p>
<p><strong>3)      </strong><strong>Educação Física Revolucionária</strong></p>
<p>Procura interpretar a realidade dinamicamente e dentro de sua totalidade e complexidade.</p>
<p>Não considera nenhum fenômeno de forma isolada.</p>
<p>O ser humano é entendido em todas as suas dimensões, e no conjunto de suas relações com os outros e com o mundo.</p>
<p>Está constantemente aberta às contribuições das ciências, na medida em que o próprio conhecimento humano evolui como um todo.</p>
<p>O corpo é considerado em todas as suas manifestações e significações, não sendo apenas parte do ser humano, mas o próprio ser humano. Pode teorizar sobre os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, mas age fundamentalmente sobre o todo.</p>
<p>É <em>“educação de movimentos”</em> e <em>“educação pelo movimento”. </em>A ginástica, o esporte, os jogos, a dança são meios de educação.</p>
<p>Conceito de Educação Física para esta concepção: “E.F. é a arte e a ciência do movimento humano que, por meio de atividades específicas, auxiliam no desenvolvimento integral dos seres humanos, renovando-os e transformando-os no sentido de sua auto realização e em conformidade com a própria realização de uma sociedade justa e livre.”</p>
<p>Essa concepção implica a presença de consciências transitivas críticas, capazes de transcender a superficialidade dos fenômenos, nutrindo-se do diálogo e agindo pela práxis (teoria-prática) em favor da transformação no seu sentido mais humano.</p>
<p><strong>Conceitos de corpo</strong></p>
<p>Na visão tradicional o corpo é o conjunto biológico formado de ossos músculos, nervos, pele, secreções e excreções. Neste sentido ele é tido mais como um instrumento ou objeto.</p>
<p>Já na visão adotada no ensaio (concepção revolucionária) o corpo é um sistema bioenergético que estabelece relações consigo mesmo, com os outros e com o mundo.  Neste sentido ele é uma expressão de transcendentalidade.</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Aos interessados neste assunto (censura no período militar de 1964 a 1985) sugiro a leitura de meu livro <strong>O Brasileiro e seu Corpo – Educação e Política do Corpo, Editora Papirus</strong>, publicado em <strong>1987</strong> e compare com a linguagem usada no ensaio <strong>A Educação Física cuida do corpo&#8230; “<em>mente</em>”</strong>, publicado em <strong>1983</strong>.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> O tema da <strong>crise </strong>ocupa um espaço destacado neste ensaio crítico.</p>
</div>
</div>
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			<media:title type="html">A Educação Física cuida do corpo... e &#34;mente&#34; - 25a. edição</media:title>
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		<title>Aulas Avulsas no Curso Master em Técnica de Campo</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 01:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após a realização do “Ciclo de Palestras sobre Futebol” realizada entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 2011, a Universidade do Futebol em parceria com a Federação Paulista de Futebol iniciou no último dia 8 de abril o Curso Master em Técnica de Futebol. A primeira aula foi apresentada pelo atual [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=916&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/04/vadc3a3o-no-curso-master-da-fpf-e-udof-abr2011b.jpg"><img class="size-full wp-image-918" title="Oswaldo Alvarez (Vadão) - um dos destaques no  curso master em técnica de campo" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/04/vadc3a3o-no-curso-master-da-fpf-e-udof-abr2011b.jpg?w=468&#038;h=310" alt="" width="468" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Oswaldo Alvarez (Vadão) - um dos destaques no curso master em técnica de campo</p></div>
<p>Após a realização do <strong>“Ciclo de Palestras sobre Futebol”</strong> realizada entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 2011, a <strong>Universidade do Futebol</strong> em parceria com a <strong>Federação Paulista de Futebol</strong> iniciou no último dia 8 de abril o <strong>Curso Master em Técnica de Futebol. </strong></p>
<p>A primeira aula foi apresentada pelo atual treinador do S. C. Corinthians Paulista, Adenor Bacchi (Tite) que discorreu sobre aspectos importantes da preparação de uma equipe de futebol que busca de alto rendimento.</p>
<p>A ideia básica do curso é oferecer àqueles interessados em desvendar segredos do trabalho para gestão de campo no futebol, um conjunto de conhecimentos que não podem ser resumidos aos simples aspectos técnicos da metodologia do treinamento.</p>
<p>A grade curricular inclui 5 grandes núcleos de conhecimento: 1) O Jogo de Futebol, 2) Metodologia do Treinamento, 3) Gestão de Pessoas e Plano de Carreira, 4) Análise e Avaliação de Desempenho e 5) Conhecimentos de Apoio.</p>
<p>Abaixo segue a grade curricular do curso, contendo os temas das aulas e seus respectivos professores. Para os interessados e que não tiveram oportunidade de se inscreverem no curso regular (que vai de 8 de abril a 4 de junho de 2011), poderão frequentar as aulas avulsas. Maiores informações pode ser obtidas no site da Federação Paulista de Futebol ( <a href="http://www.futebolpaulista.com.br/">www.futebolpaulista.com.br</a> ) ou na Universidade do Futebol®  ( <a href="http://www.universidadedofutebol.com.br/">www.universidadedofutebol.com.br</a> ).</p>
<p><strong>GRADE CURRICULAR &#8211; 32 AULAS</strong></p>
<p><strong>Sexta-feira: das 19:30 às 22:30hs. / Sábado: das 8:30 às 11:30hs.</strong></p>
<p><strong>8.Abr.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 1: Preparação Técnica, Tática, Ambiente de Trabalho e Aspectos Emocionais de uma Equipe de Futebol / Adenor L. Bacchi (Tite)</p>
<p>Aula 2: Futebol e Carreira: Desafios e Oportunidades / João Paulo S. Medina</p>
<p><strong>9.Abr.11 &#8211; Sábado</strong></p>
<p>Aula 3:  Os Modernos Processos de Aprendizagem / Renato Buscariolli</p>
<p>Aula 4:  Ser Treinador no Brasil: Novos Desafios Metodológicos / Fernando Diniz</p>
<p><strong>15.Abr.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 5: O Jogo de Futebol: Evolução Histórica e Tendências / Marco Aurelio Klein</p>
<p>Aula 6: O Significado do Jogo de Futebol como espetáculo de massa / Marco Aurelio Klein</p>
<p><strong>16.Abr.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 7: Evolução Tática do Futebol / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p>Aula 8: Plataformas e Modelos de Jogo / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p><strong>29.Abr.11 – Sexta-Feira</strong></p>
<p>Aula 9: Modelos de Periodização e Metodologia através do Jogo (parte 1) / Renato Buscariolli e William Sander</p>
<p>Aula 10: Modelos de Periodização e Metodologia através do Jogo (parte 2) / Renato Buscariolli e William Sander</p>
<p><strong>30.Abr.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 11: Prevenção, Recuperação e Reabilitação de Lesões no Futebol / Ademir Rodrigues</p>
<p>Aula 12: O que é a Psicologia do Esporte aplicada ao Futebol / Regina Brandão</p>
<p><strong>06.Mai.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 13: Princípios Operacionais de Jogo: Defesa &#8211; Ataque &#8211; Transições (parte 1) / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p>Aula 14: Princípios Operacionais de Jogos: Defesa &#8211; Ataque &#8211; Transições (parte 2) / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p><strong>07.Mai.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 15: AULA PRÁTICA / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p>Aula 16: AULA PRÁTICA / Oswaldo Alvarez (Vadão)</p>
<p><strong>13.Mai.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 17: Noções Gerais de Direito Esportivo / Luiz Felipe Santoro</p>
<p>Aula 18: Noções Gerais de Direito Esportivo /  Luiz Felipe Santoro</p>
<p><strong>14.Mai.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 19: O Jogo de Futebol numa Visão Sistêmica / Ademir Rodrigues</p>
<p>Aula 20: Empregabilidade no Século XXI / Cezar Tegon (Elancers)</p>
<p><strong>20.Mai.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 21: Liderança e Gerenciamento de Conflitos e Crises no Futebol / a definir</p>
<p>Aula 22: Noções de Marketing e Administração no Futebol / Amir Somoggi</p>
<p><strong>21.Mai.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 23: O que os profissionais de campo devem saber sobre Arbitragem / Sílvia Regina (FPF)</p>
<p>Aula 24: Captação, Detecção e Desenvolvimento de Talentos / Marcelo Lima</p>
<p><strong>27.Mai.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 25: Noções sobre Análise e Avaliação de Desempenho no Futebol (parte 1) / Antonio Carlos Gomes</p>
<p>Aula 26: Noções sobre Análise e Avaliação de Desempenho no Futebol (parte 2) / Antonio Carlos Gomes</p>
<p><strong>28.Mai.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 27: Treinamento Especializado: Goleiros e Bolas Paradas (Prático) / Bruno Baquete / (definir)</p>
<p>Aula 28: Jogos Reduzidos como Ferramenta de Treino (Prático) / William Sander / Renato Buscariolli</p>
<p><strong>03.Jun.11 – Sexta-feira</strong></p>
<p>Aula 29: Palestras Motivacionais &#8211; Prós e Contras / Regina Brandão</p>
<p>Aula 30: Noções de Mídia Training no Futebol / Guilherme Prado</p>
<p><strong>04.Jun.11 – Sábado</strong></p>
<p>Aula 31: Planejamento Estratégico e Periodização /João Paulo S. Medina</p>
<p>Aula 32: Como Construir um Plano de Carreira no Futebol / a definir</p>
<table width="34" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
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		<title>Ciclo de Palestras sobre Futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 11:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Com a presença média de 80 pessoas nos estúdios do Complexo Educacional Damásio de Jesus na Liberdade em São Paulo e com cerca 350 pessoas em cada um dos dias de apresentação, distribuídos em dezenas de cidades espalhadas pelo Brasil, ocorreu o Ciclo de Palestras sobre Futebol. A Universidade do Futebol, em parceria com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=903&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_910" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/02/vadc3a3o1.jpg"><img class="size-full wp-image-910 " title="Futebol faz sucesso em rede telepresencial" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/02/vadc3a3o1.jpg?w=468&#038;h=245" alt="" width="468" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Oswaldo Alvarez (Vadão) encerrou o Ciclo de Palestras</p></div>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"><em>Com a presença média de 80 pessoas nos estúdios do Complexo Educacional Damásio de Jesus na Liberdade em São Paulo e com cerca 350 pessoas em cada um dos dias de apresentação, distribuídos em dezenas de cidades espalhadas pelo Brasil, ocorreu o Ciclo de Palestras sobre Futebol.</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"><em><br />
</em></span></p>
<p>A <strong>Universidade do Futebol</strong>, em parceria com o <strong>Federação Paulista de Futebol </strong>e o <strong>Complexo Educacional Damásio de Jesus</strong>, promoveu um <strong>&#8220;Ciclo de Palestras sobre Futebol&#8221;</strong> entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 2011. O evento contou com a participação de especialistas renomados em diversas áreas relacionadas ao futebol.</p>
<p>Proferiram palestras profissionais como Marco Aurelio Klein, Amir Somoggi e Luiz Felipe Santoro, representando a Federação Paulista de Futebol; Eduardo Conde Tega, Rodrigo Azevedo Leitão e João Paulo S. Medina, representando a Universidade do Futebol; além de Estevam Soares e Osvaldo Alvarez (Vadão) como convidados especiais.</p>
<p>As palestras gratuitas fazem parte da divulgação de cursos que serão promovidos em parceria pelas três entidades. Cursos presenciais, telepresenciais e on-line para capacitação no futebol estão sendo organizados para serem oferecidos à comunidade de gestores administrativos e gestores técnicos de campo (treinadores, preparadores físicos, assistentes, coordenadores técnicos, jornalistas  etc.) que desejam adquirir ou ampliar seus conhecimentos nestas áreas.</p>
<p>Com a expectativa de crescimento do mercado de trabalho em vista dos megaeventos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, cursos de capacitação devem ser prioridade nos próximos anos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/903/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=903&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Futebol faz sucesso em rede telepresencial</media:title>
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		<item>
		<title>A inteligência do jogador de futebol</title>
		<link>http://blogdomedina.com.br/2011/01/12/a-inteligencia-do-jogador-de-futebol/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 10:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Atleta Inteligente Perguntas óbvias, respostas óbvias Não é raro depreciar-se e até ridicularizarem certas declarações dos jogadores de futebol em suas entrevistas à imprensa. Embora haja razões e exemplos de sobra para fundamentar certa ignorância e pobreza cultural que caracterizam tais depoimentos, é preciso destacar que, não raro certas respostas, óbvias ou surpreendentes, escondem, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=895&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/01/charge-atleta-inteligente-cultura-estudos-leitura.jpg"><img class="size-full wp-image-897" title="Charge Atleta Inteligente Cultura Estudos Leitura" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2011/01/charge-atleta-inteligente-cultura-estudos-leitura.jpg?w=468&#038;h=350" alt="" width="468" height="350"></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Atleta Inteligente</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Perguntas óbvias, respostas óbvias</em></strong></p>
<p>Não é raro depreciar-se e até ridicularizarem certas declarações dos jogadores de futebol em suas entrevistas à imprensa. Embora haja razões e exemplos de sobra para fundamentar certa ignorância e pobreza cultural que caracterizam tais depoimentos, é preciso destacar que, não raro certas respostas, óbvias ou surpreendentes, escondem, na verdade, uma sabedoria que precisa ser interpretada.</p>
<p>Primeiro é preciso considerar que algumas respostas dos atletas visam, prioritariamente, proteger suas privacidades e a relação extremamente hierarquizadas com seus superiores, e não responder objetivamente aquilo que foi perguntado.</p>
<p>O futebol, enquanto instituição conserva ainda um caráter bastante autoritário, onde aquele que sai do script tem que ter muita estrutura para suportar as pressões advindas de certas verdades declaradas. E isto não é exclusividade do futebol. Nossa cultura e sociedade são assim.</p>
<p>Afonsinho, Sócrates, Romário são exemplos de três gerações de jogadores que buscaram, dentro de certos limites, quebrar esta regra e aguentaram o tranco.</p>
<p>Outro fato pouco considerado é que a inteligência de um jogador de futebol não se mede apenas por sua capacidade de verbalizar ideias e pensamentos. A inteligência verbal-linguística e a inteligência lógico-matemática são apenas dois dos diferentes tipos de inteligência destacados hoje pelas ciências.</p>
<p>Se entendermos a inteligência como a capacidade para solucionarmos problemas ou criarmos produtos que sejam valorizados por uma determinada cultura, como nos ensina Howard Gardner, então vamos compreender que ela envolve não só os elementos verbais e lógicos de expressão e raciocínio, como também outros elementos fundamentais do comportamento humano.</p>
<p>Temos que considerar também outros tipos de inteligência como a emocional, a espiritual, a visual e espacial entre tantas outras. Todas elas, em diferentes graus, importantes para o desempenho das pessoas, sejam atletas ou não.</p>
<p>No caso do futebol, a inteligência sinestésica ou motora tem papel fundamental. Neste sentido, podemos observar jogadores analfabetos e ignorantes que conseguem encontrar soluções motoras geniais dentro de problemas que surgem dentro do campo.</p>
<p style="text-align:right;"><em>João Paulo S. Medina</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/895/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/895/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=895&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Charge Atleta Inteligente Cultura Estudos Leitura</media:title>
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		<title>Footecon &#8211; Fórum privilegiado de debate do futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Dec 2010 15:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
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		<description><![CDATA[Footecon é um evento que vem sendo realizado nos últimos sete anos na cidade do Rio de Janeiro e conta com a presença dos grandes atores do futebol brasileiro e mundial (treinadores, preparadores físicos, dirigentes, atletas etc.). Coordenado pelo respeitado treinador Carlos Alberto Parreira e sua filha Vanessa, o evento tem tudo para se firmar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=875&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_892" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-892" title="Footecon Debate Luxemburgo Zico Dorival 8dez10" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2010/12/footecon-debate-luxa-zico-dorival-8dez10.png?w=468&#038;h=308" alt="" width="468" height="308" /><p class="wp-caption-text">Luxemburgo, Zico e Dorival Júnior falaram na 7a. edição do Footecon</p></div>
<div id="attachment_893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-893" title="Footecon Debate 8dez10" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2010/12/footecon-debate-8dez10.jpg?w=468&#038;h=250" alt="" width="468" height="250" /><p class="wp-caption-text">Debate: Parreira, Tino Marcos, Ronaldo, Júnior e Carlos Alberto</p></div>
<p><strong>Footecon</strong> é um evento que vem sendo realizado nos últimos sete anos na cidade do Rio de Janeiro e conta com a presença dos grandes atores do futebol brasileiro e mundial (treinadores, preparadores físicos, dirigentes, atletas etc.).</p>
<p>Coordenado pelo respeitado treinador Carlos Alberto Parreira e sua filha Vanessa, o evento tem tudo para se firmar no nosso calendário esportivo nos próximos anos que antecedem a realização da Copa do Mundo no Brasil.</p>
<p>A <strong>Universidade do Futebol</strong>, representada por João Paulo S. Medina e Eduardo Conde Tega, foi convidada a apresentar o tema &#8220;Inovação e Criatividade no Futebol&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/875/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=875&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novos tempos para a preparação no futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 22:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Aplicados]]></category>
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		<category><![CDATA[Faculdade de Desporto]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-870 " title="Mesa Redonda Seminário Gremio" src="http://medinafutebol.files.wordpress.com/2010/11/mesa-redonda-seminario-gremio.jpg?w=468&#038;h=233" alt="" width="468" height="233" /><p class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita &gt;&gt;&gt; Professores Thiago Duarte, Júlio Garganta, José Cícero Moraes, Rafael Vieira e Israel Teoldo</p></div>
<p>O Grêmio, tradicional clube do futebol gaúcho e a Escola Superior de Educação Física (ESEF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição acadêmica que está comemorando 70 anos de existência, fizeram uma tabelinha fora do campo e conseguiram marcar um gol de placa, ao organizarem juntos o <strong>Seminário de Futebol “Desafios do Alto Rendimento”</strong>, realizado entre os dias 10 e 12 de novembro de 2010, no Estádio Olímpico em Porto Alegre.</p>
<p>O evento contou com a ilustre presença de um dos mais destacados estudiosos dos aspectos técnico-táticos do futebol, o Prof. Dr. Júlio Garganta, da Faculdade de Desporto (Universidade do Porto), além de José Guilherme Oliveira, Preparador Físico da Seleção Portuguesa de Futebol e especialista em Periodização Tática; Rafael Vieira, que desempenha a inovadora função de Analista de Desempenho na Seleção Brasileira de Futebol; e Israel Teoldo, pesquisador de futebol da Universidade Federal de Viçosa em Minas Gerais.</p>
<p>A qualidade dos palestrantes e a clareza com que analisaram os assuntos relacionados à pedagogia e metodologia do treinamento permitem antever que estamos muito próximos de mudanças paradigmáticas na preparação no futebol, ainda calcada em princípios conservadores, fragmentados e, sobretudo superados à luz da ciência, mas que ainda são adotados pela maioria dos clubes de futebol.</p>
<p>Temos visto iniciativas de várias instituições acadêmicas em parcerias com clubes, federações e outras instituições futebolísticas, organizando palestras, seminários e eventos diversos, porém muitos deles voltados às questões relacionadas à gestão administrativa e marketing esportivo. São ainda tímidas as ações no sentido de se debater, de forma ampla e crítica, os grandes temas que envolvem a formação e desenvolvimento não só dos atletas, como também dos profissionais que fazem a gestão de campo e que devem estar preparados para esta realidade globalizante dos tempos atuais.</p>
<p>Por esta razão são bem-vindas as realizações que se propõem a debater as diferentes práticas com o objetivo de aprimorar os aspectos que envolvem a ciência e a arte de jogar futebol. E foi justamente o que se pode observar neste evento.</p>
<p>Embora o enfoque principal tenha sido colocado na discussão e análise do moderno conceito de periodização tática, vários outros temas paralelos foram debatidos. Tentar entender o que é inato e o que é adquirido no talento esportivo, como estimular a criatividade e inteligência de jogo, a importância de se desenvolver ambientes de aprendizagem, idade relativa e vantagem maturacional no processo de formação nas categorias de base, os aspectos dinâmicos e complexos da análise de jogos, conceitos de modelo, princípios e subprincípios de jogo, foram alguns dos outros temas abordados.</p>
<p>O que se espera é que iniciativas como esta sejam multiplicadas nos próximos anos, contribuindo para o desenvolvimento do esporte e entendendo-o tanto nos seus aspectos técnicos como também culturais e sociais.</p>
<p style="text-align:right;">João Paulo S. Medina</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/medinafutebol.wordpress.com/866/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/medinafutebol.wordpress.com/866/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=866&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Multidisciplinaridade, Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade no Futebol</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 23:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>medinafutebol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
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		<description><![CDATA[Reflexões sobre a integração de conhecimentos na prática do futebol João Paulo S. Medina Sempre ouvi dizer que o futebol é coisa simples, regras fáceis de entender, movimentos naturais etc. etc. Os defensores dessa ideia justificam até que, por causa dessa simplicidade, ele causa tanto encantamento nas pessoas. Sob determinado ângulo pode ser! De minha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdomedina.com.br&amp;blog=6666943&amp;post=612&amp;subd=medinafutebol&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reflexões sobre a integração de conhecimentos na prática do futebol</p>
<p style="text-align:right;"><strong>João Paulo S. Medina </strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>Sempre ouvi dizer que o futebol é coisa simples, regras fáceis de entender, movimentos naturais etc. etc. Os defensores dessa ideia justificam até que, por causa dessa simplicidade, ele causa tanto encantamento nas pessoas. Sob determinado ângulo pode ser! De minha parte, prefiro incluir o fenômeno futebol, dentro de todas as suas nuances, no mesmo grau de complexidade que nos permite entender e interpretar a natureza humana. Se compreender seus processos fosse tão simples, como afirmam alguns, o ser humano não estaria levando milênios para entender a si mesmo. </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>(Medina)</em></p>
<p><strong>Conhecimento no futebol: para quê?</strong></p>
<p>A resposta a esta questão pareceria óbvia, não fosse a tendência ainda dominante (hegemônica) de se defender a ideia que futebol é “uma coisa muito simples”, dando a impressão de que quanto mais conhecimentos trouxermos em torno desse fenômeno esportivo, mais distantes ficamos dos resultados práticos.</p>
<p><span id="more-612"></span>Analisemos como exemplo, a polêmica, no meu modo de ver, estéril que se vem travando, ao longo das últimas décadas, a respeito da importância ou não da psicologia no futebol. É bem verdade que às vezes os próprios psicólogos dificultam as coisas, apresentando conceitos rígidos ou fragmentados que pouco ou nada têm a ver com a realidade prática do futebol. De qualquer forma, o fato de estarmos ainda questionando a importância da psicologia para o desenvolvimento do atleta, mostra o nosso estágio atual de não valorização do conhecimento mais elaborado como forma de evolução.</p>
<p>É bem verdade que há conhecimentos e conhecimentos. Ou seja, há vários tipos de conhecimento para ser considerados nestas reflexões.</p>
<p>Há o <strong>conhecimento empírico</strong>, popular ou vulgar, que se caracteriza pela forma comum (de senso comum), espontânea e direta que temos de entender o mundo que nos cerca. Trata-se de um conhecimento que, por estar baseado na tradição, em aparências, em experiências causais, superficiais e até ingênuas, não raro nos leva a erros em nossas deduções e prognósticos.</p>
<p>Há, por outro lado, o <strong>conhecimento científico</strong>, mais elaborado, que busca ir além da visão empírica e que procura conhecer a realidade, através de suas causas e leis. O próprio conhecimento científico vem evoluindo nos últimos séculos, partindo-se de uma visão que via (às vezes, ainda vê) a ciência como um sistema de proposições rigorosamente demonstradas, demonstráveis, imutáveis e objetivas, para um processo contínuo de construção e compreensão da realidade, onde não existe nada pronto e definitivo, buscando-se constantemente explicações e soluções e a permanente reavaliação dos seus resultados.</p>
<p>E há ainda os <strong>conhecimentos filosóficos e teológicos</strong> que buscam cada qual ao seu modo, explicações que escapam das percepções empíricas e científicas, mas que procuram, via de regra, compreender a vida e, em especial, dar sentido a existência humana.</p>
<p>Infelizmente a <strong>visão tecnicista</strong>, de grande influência nos meios científico, cultural e pedagógico, embora tenha permitido o progresso das diferentes áreas do saber, rapidamente começa a chegar a seu ponto de saturação.</p>
<p>A <strong>visão especialista</strong>, enquanto instrumento de observação e pesquisa, e que permitiu tantos bons resultados práticos e, portanto, tanto sucesso alcançou na última metade do século 20, vai nos deixando cada vez mais distantes da melhor compreensão global dos fenômenos. Em outras palavras, não podemos mais continuar utilizando-nos exclusivamente do paradigma do conhecimento especializado, particular e, portanto, fragmentado, para entendermos a realidade que nos cerca. A especialização, entendida de forma isolada e desconectada de suas relações com o mundo, a natureza e o homem, da forma mais ampla possível, já não faz o menor sentido.</p>
<p>No futebol, além da fragmentação advinda de perspectivas tecnicistas e especialistas, de uma forma geral, ainda predomina certa abordagem, que adota alguns princípios científicos de forma estática, absoluta, como se esses princípios fossem verdades eternas e imutáveis, misturados com bastante empirismo (conhecimentos empíricos), que vem dificultando novos saltos de progresso na prática desta modalidade esportiva de grande influência nas sociedades contemporâneas.</p>
<p>Para que o futebol brasileiro avance e continue ocupando um lugar de vanguarda, em termos de resultados, expressão cultural e, particularmente, como forma de entretenimento e espetáculo, propomos mudanças significativas na forma pela qual ele ainda é praticado, gestado, concebido e administrado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:right;"><em>Estamos perdendo a noção do todo. A simples soma dos saberes especializados já não nos conduz mais, com facilidade, aos resultados almejados. Não queremos negar a especialização, mas é preciso muito mais do que isso. Precisamos urgentemente de interação, integração, sinergia</em></p>
<p style="text-align:right;"><em> (Medina).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Novas abordagens e conceitos para o futebol</strong></p>
<p>Ampliando um pouco mais a noção sobre o que significa o conhecimento e de como ele pode contribuir para o desenvolvimento humano e, por extensão, do futebol, vamos refletir um pouco sobre as possibilidades de interação, integração e sinergia entre as distintas disciplinas ou áreas de saber.</p>
<p>Se, como já dissemos, podemos considerar quatro tipos básicos de conhecimento (<strong>empírico, científico, filosófico e teológico</strong>) para interpretarmos a realidade e nela intervir, por outro lado, temos igualmente quatro formas de abordagem dessa realidade, quando analisamos a capacidade que cada disciplina ou área de saber especializada tem para compreender os fenômenos em toda a sua complexidade. São elas: a disciplinaridade, a multidisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, e que representam, na verdade, quatro modos distintos de produção do conhecimento.</p>
<p>Antes, porém, de entrarmos nos conceitos desses termos, gostaria de fazer algumas considerações preliminares. Até pouco tempo vínhamos nos contentando, sem maiores questionamentos, com as abordagens detalhadas que os diferentes especialistas nos davam sobre os diferentes fenômenos naturais ou humanos, através das diferentes áreas de saber. Aliás, este ainda é um princípio que adotamos em muitas situações pragmáticas. Se tivermos, por exemplo, uma grave lesão no joelho, nossa tendência, caso tenhamos recursos, é a de procurar o melhor especialista existente ou disponível.</p>
<p>Para muitos de nós, não basta um excelente clínico médico (geral) ou mesmo um ótimo especialista que cuida indistintamente de todo tipo de lesão. Tendo condições, gostaríamos de ser assistidos pelo melhor especialista para aquele tipo específico de lesão, seja ela no ligamento cruzado, colateral, menisco, patela etc. Este simples exemplo nos mostra que, em certos aspectos, ainda adotamos, na prática, o paradigma da especialização.</p>
<p>Aos poucos, porém, este modelo vai se mostrando inadequado para as novas exigências e novas realidades que a dinâmica da vida, através de sua história, nos impõe. Não é sem sentido que muitos médicos, para continuarmos no exemplo da Medicina, estão abandonando suas posturas baseadas na especialização sem limites, e buscando formas alternativas de abordagem do ser humano, de sua saúde e de suas doenças. Alguns chegam ao extremo até de abandonar a própria profissão, em busca de novos horizontes profissionais e existenciais.</p>
<p>Embora não existe total uniformidade na conceituação dos termos <strong>disciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade</strong>, vamos adotar aqui as noções mais prevalentes nos trabalhos realizados por aqueles que estudam estas questões relativas à produção do conhecimento e suas aplicações. Alguns desses nomes são Jean Piaget, Guy Berger, Georges Gusdorf, Erich Jantsch, Guy Palmade, Edgar Morin, Ilya Prigogine e, sobretudo, Basarab Nicolescu.</p>
<p><strong>Disciplinaridade</strong> &#8211; é a abordagem que agrega o conhecimento especializado de uma disciplina ou ramo da ciência. Refere-se, portanto, a um conjunto específico de conhecimentos, com características e métodos próprios, sem relações aparentes com outras áreas de saber. Cada uma dessas áreas busca a compreensão dos fenômenos ou fatos através de sua leitura de mundo, própria, exclusiva e particular. Antes de desqualificarmos esta abordagem, é bom frisar novamente que foi dentro deste modelo que o conhecimento evoluiu em praticamente todas as áreas de saber durante o século 20. Em especial o conhecimento científico e tecnológico deve muito de sua evolução a este modelo paradigmático, ou seja, a especialização cada vez mais rigorosa e fechada. Este modelo, entretanto, como estamos tentando demonstrar, vem atingindo seu ponto de esgotamento, exigindo-se novas abordagens para a compreensão da realidade.</p>
<p><strong>Multidisciplinaridade ou Pluridisciplinaridade</strong> &#8211; é a abordagem que faz a justaposição de duas ou mais disciplinas na busca de uma melhor compreensão dos fatos ou fenômenos. Esta aproximação entre as diferentes áreas, entretanto, mantém, em essência, a natureza própria da especificidade de cada uma delas. Isto significa que um assunto pode ser trabalhado em várias disciplinas, mas cada uma delas seguindo seus próprios métodos. Não há uma tentativa de síntese entre as diferentes áreas do conhecimento. Por isso que é muito comum, nas reuniões multidisciplinares, no esporte ou fora dele, a utilização de adágios tais como “Se cada um fizer bem a sua parte, tudo funcionará perfeitamente” ou ainda “Para um bom entendimento entre nós (especialistas em áreas específicas do saber) é preciso que cada um respeite a área do outro” e assim por diante. A multidisciplinaridade é uma primeira manifestação ou reação às limitações do conhecimento disciplinar super especializado (disciplinaridade), mas, como podemos concluir, esta é também uma abordagem que apresenta limitações no sentido de uma compreensão mais ampliada da realidade. E ainda muito utilizada pelas comissões técnicas no futebol que desejam realizar um trabalho em equipe.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong> &#8211; é a abordagem que busca a interação e a cooperação entre duas ou mais disciplinas. Diferentemente da multidisciplinaridade, existe aqui um fator de coesão entre saberes distintos. Contudo, na prática, às vezes se torna difícil saber se estamos adotando uma postura multidisciplinar ou interdisciplinar. Essas diferenças, em alguns casos, são tênues e sutis. A interação e cooperação entre duas ou mais disciplinas dependem fundamentalmente de atitudes subjetivas dos atores que participam do processo de construção do conhecimento.</p>
<p>Segundo G. Berger, elas podem variar desde a simples comunicação das ideias até a integração mútua dos conceitos diretores da <strong>epistemologia</strong> <strong><sup>(1)</sup></strong>, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização de um conjunto de conhecimentos, da investigação ou do ensino correspondente.</p>
<p>Ainda no terreno prático, o que se observa é que, muitas vezes, um grupo interdisciplinar compõe-se de pessoas que receberam sua formação em diferentes domínios do conhecimento (disciplinas) com seus métodos, conceitos, dados e termos próprios, e, portanto, exige-se um esforço de todos para que possam exercer uma autêntica interdisciplinaridade.</p>
<p>Conforme nos ensina G. Gusdorf, os especialistas das diversas disciplinas devem estar animados de uma vontade comum e de uma boa vontade. Cada qual deve aceitar esforçar-se fora do seu domínio próprio e da sua própria linguagem técnica para aventurar-se num domínio de que não é proprietário exclusivo. A interdisciplinaridade pressupõe abertura de pensamento, curiosidade que se busca além de si mesmo. Este modo de conhecimento (interdisciplinar) é ainda raro nos meios futebolísticos.</p>
<p><strong>Transdisciplinaridade</strong> &#8211; representa o estágio mais avançado entre os modos de produção do conhecimento. De forma semelhante à interdisciplinaridade, busca compreender o conhecimento como algo além do que é produzido pelas disciplinas, estas que, como sabemos, têm seus objetos, linguagens e métodos próprios. Mas ultrapassa o conceito de interdisciplinaridade na medida em que, além de exigir uma postura e uma atitude de total abertura e respeito à diversidade e a complexidade de todos os fenômenos, reconhece que não há referenciais &#8211; culturais, étnicos, científicos, religiosos &#8211; privilegiados para julgar como mais corretos ou verdadeiros determinado conjunto de conhecimentos, crenças ou valores.</p>
<p>Também diferentemente da interdisciplinaridade, que procura integrar as distintas linguagens características de cada área do saber, a transdisciplinaridade busca a construção de um único domínio linguístico, capaz de refletir a multidimensionalidade da realidade. Igualmente ao modo de produção do conhecimento interdisciplinar, a transdisciplinaridade exige a cooperação, a coordenação e a sinergia entre as disciplinas, mas fundamentalmente com o objetivo de transcendê-las.</p>
<p>É por isso que dizemos que a transdisciplinaridade aponta para um conhecimento que está ao mesmo tempo entre, através e além de todas as disciplinas. Ela significa o reconhecimento da interdependência de todos os aspectos da realidade. Seu objetivo é a tentativa de compreensão da realidade como um todo e não de fragmento dela, como se propõe cada disciplina. Busca, enfim, a unidade do conhecimento.</p>
<p>É considerado por alguns, como um movimento de reintegração da ciência, da arte e das tradições espirituais em busca de uma compreensão mais ampla da realidade ou do mundo em que vivemos. Para isso é preciso levar em conta todos os aspectos que envolvem esta nossa realidade e nossa existência, dentro de toda a sua complexidade. Levando-se em conta não só os aspectos estritamente objetivos, como também aqueles considerados subjetivos tais como: crenças, religiosidade, espiritualidade, cultura, costumes, tradições, valores, sentimentos, emoções, intuição etc.</p>
<p>Esta abordagem transdisciplinar muda radicalmente a tradicional postura científica que não admite subjetividades em seu espectro de análise da realidade. É, portanto, uma nova maneira de encararmos a realidade, dentro de um novo modelo paradigmático. É uma proposta de abordagem da realidade que, no nosso modo de ver, pode contribuir para mudanças radicais na forma pela qual o futebol é praticado, gestado, concebido e administrado.</p>
<p><em>“O conhecimento leva o homem a apropriar-se da realidade e, ao mesmo tempo a penetrar nela. Essa posse confere-nos a grande vantagem de nos tornar mais aptos para a ação consciente. A ignorância tolhe as possibilidades de avanço para melhor; mantém-nos prisioneiros das circunstâncias”.<br />
(Eli Matos)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>Gostaria de fechar este bloco de reflexões, colocando uma questão final para continuarmos pensando sobre o assunto: Se ainda temos enormes dificuldades em exercitar o modo de produção do conhecimento interdisciplinar (ainda tão distantes dos clubes e campos de futebol), o que não dizer da prática da transdisciplinaridade?</p>
<p>Tenho consciência que este é um tema árido e que não interessa muito a uma parcela considerável da comunidade que atua no futebol, principalmente àqueles autodenominados “pragmáticos”. Uma entrevista dada por um dos mais destacados treinadores brasileiros é sintomática daquilo que estamos falando. Preferimos não citar o nome do profissional, pois não se trata de uma questão pessoal, mas fundamentalmente conceitual.</p>
<p>Veja um trecho da entrevista:</p>
<p><strong>Pergunta do Jornalista</strong>: <em>Você tem Internet em casa, gosta de mexer no computador?</em></p>
<p><strong>Resposta do Treinador:</strong> <em>Tenho sim, mas não mexo. Aliás, detesto. E faço questão de ser assim. Eu pertenço a uma geração de práticos. Não sou teórico. Não sou internauta, não sou computadorizado, não sou vitaminado. Essa tal modernidade virou praga.</em></p>
<p><em>Tem preparador físico que virou catedrático, outros viraram deuses. E ainda tem o fisioterapeuta, o fisiologista. Aqui (no clube onde trabalha-va) não tem nada disso. Meu negócio é dentro do campo. Sou um tipo antigo. E faço questão de sê-lo.</em></p>
<p>O tema está aberto ao debate. Claro, para quem quiser participar dele. Há aqueles que parecem já ter descoberto todas as verdades que fundamentam suas práticas. Não há mais nada a aprender. Todo o espaço aberto ao aprendizado foi ocupado por certezas definitivas. Há também aqueles que se negam a refletir criticamente sobre seus atos e ações e, por conta desta atitude, deixam de tirar proveito dos ensinamentos advindos tanto da prática quanto da teoria. Para os que pensam assim, infelizmente, este artigo não serve para nada. Aos demais, convido-os ao diálogo.</p>
<p><em>(1) <strong>Epistemologia</strong> -Teoria que estuda o conhecimento e a forma como ele é construído</em></p>
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